Os estudantes como agentes revolucionários: o movimento estudantil e a revolução.

Texto apresentado na I Feira Anarquista da Zona Oeste – RJ

 

  1. A história (parte dela) do movimento estudantil no mundo:

 

  • Maio de 68 (França)

O movimento de maio de 68 na França se iniciou com as manifestações estudantis que pediam reformas no setor educacional como dormitório misto nas universidades. O estopim para o movimento foi uma série de conflitos com a polícia do então presidente da França, Charles De Gaulle e as ameaças de fechamento da Universidade de Paris, em Nanterre, cidade próxima à capital francesa e expulsar os estudantes acusados de liderar o movimento. Em resposta às ameaças, estudantes da Universidade de Sorbonne se organizaram e no dia seguinte organizaram uma passeata nas ruas do Quartier Latin, em Paris que foi duramente reprimida, mas que contou também com a forte resistência dos estudantes.

Após esse episódio, o movimento ganhou força e os trabalhadores da França decidiram apoiar os estudantes franceses dando início a uma forte greve, pedindo também melhores salários e condições de trabalho. Além das greves estudantis e dos trabalhadores, houve mais manifestações nas ruas além de ocupações de escolas, universidades e fábricas.

Com o crescimento do movimento, os estudantes se uniram aos trabalhadores franceses e iniciaram a maior greve geral da Europa, com a participação de aproximadamente 9 milhões de pessoas, o que enfraqueceu o governo gaullista, que na tentativa de esmagar o movimento, apostou em mais ações policiais de repressão criando inclusive um quartel-general de operações militares. Com isso, os conflitos dos estudantes e trabalhadores contra os policiais da Compagnie Républicaines de Securité (CRS) se intensificaram, montando barricadas e usando coquetéis Molotov e pedras contra a polícia. Com aproximadamente 2/3 da produção nacional parada, o governo estava próximo do colapso, quando Charles de Gaulle chegou a refugiar-se temporariamente numa base da força aérea na Alemanha, mas teve que ceder e no dia 30 de junho, convocou novas eleições.

 

  • O movimento estudantil na América Latina

 

“Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética.”

Che Guevara

Esta frase de Che mostra bem o espírito revolucionário do movimento estudantil e por si só, já fala de sua importância para a construção da revolução, e isso não é novidade no movimento estudantil, principalmente da América latina que desde o seu surgimento até hoje, vem lutando contra regimes autoritários e em defesa da educação.

Com o fim da 2° guerra e início da guerra fria, os EUA estavam receosos com o avanço do comunismo no mundo, com isso virou seus olhos para a América Latina. Em 1954, ocorre a primeira intervenção militar americana na Guatemala e no Paraguai e a partir desse momento, ocorreram uma série de golpes militares e instaurações de ditaduras por toda a AL.

Em 1966 ocorreu o golpe que deu início a ditadura militar da Argentina, que depôs o presidente Arturo Illa e era autodeclarada a Revolução Argentina, assim como no Brasil. Após o golpe, foi instaurado o Estatuto da Revolução Argentina, que tinha o valor de uma constituição nacional, dando poderes aos militares que pretendiam ter o poder permanentemente, correspondente ao conceito de Estado Burocrático-Autoritário elaborado por Guillermo O’Donnell, analisando as outras ditaduras militares na América latina. O movimento estudantil argentino foi nitidamente hostil ao governo militar desde o início a Federação Universitária Argentina, não tendo uma solidez estrutural, procurou saídas e a encontrou no movimento operário, nas categorias mais oprimidas pelo modelo econômico do regime e ao mesmo tempo, criavam estruturas para acabar com a ineficácia da federação, porém apesar disso, o movimento ainda dependia muito das mobilizações dos trabalhadores.

No Chile a ditadura de Pinochet se iniciou em 1973, quando tropas do exército e a força aérea, apoiados pela CIA, fizeram um cerco ao Palácio de La Moneda, na época sede do governo chileno, onde o presidente Salvador Allende junto com seus companheiros resistiu e se suicidou antes que as tropas militares entrassem no prédio. O governo Pinochet é considerado o mais sanguinário das ditaduras da América Latina, que assim como tantos outros usou de detenções, torturas e assassinatos contra os movimentos de esquerda que se opuseram ao governo militar utilizando inclusive o Estádio do Chile e o Estádio Nacional de Santiago para tais métodos. Um dos grupos revolucionários que atuaram contra o governo Pinochet foi o Movimento de esquerda Revolucionária, que tinha influência da revolução cubana e utilizava da guerra de guerrilhas para resistência e enfraquecimento do regime e era formado por militantes da Juventude Socialista, da Juventude Comunista e dois pequenos agrupamentos que atuavam na Universidade de Concepción, a Vanguarda Revolucionária Marxista e o Grupo Granma.

Também em 73 é instaurada a ditadura militar no Uruguai e tem como marco discurso feito por Bordaberry em 27 de junho de 1973 através do rádio e televisão que com o apoio das forças armadas fechou o  senado e a câmara dos deputados, como desculpa a criação de uma reforma constitucional para reafirmar os idéias republicanos-democráticos. Dentre os diversos grupos que atuaram na luta conta o regime militar, destaca-se a Federação Anarquista Uruguaia que atuou na clandestinidade, relacionando a luta de massas com a luta armada, tese defendida em um dos seus mais importantes documentos “El Copei”. Em 1968 é criada a Resistencia Obrero Estudantil (ROE) que atuaria como o braço de massas da FAU. Era composta por trabalhadores de diversas categorias, como por exemplo borracha, bancários, gás, porto etc e estudantes principalmente secundaristas e do Instituto de Magistério, além de uma baixa atuação nas universidades, principalmente humanas e medicina. Em paralelo foi construída a Organização Popular Revolucionária 33 orientais (OPR33) que atuava como o braço militar na luta contra o regime.

Porém a luta dos estudantes latinos não ficou restrita ao passado na luta contra os regimes militares já que ainda hoje os estudantes lutam contra governos e em defesa da educação pública e de qualidade para todas e todos.

No Chile, há a luta contra o modelo educacional implementado no governo Pinochet que privatizou serviços públicos e colocou o ensino básico no controle dos municípios. Em 2011 mais de 100 mil estudantes encontravam-se em situação de inadimplência, com uma dívida média de 2.700.000 milhões de pesos chilenos. Como tática de luta, os estudantes usaram da resistência contra a repressão policial aos protestos que tinham a adesão além dos estudantes, de professores, demais trabalhadores, população civil em geral. Foram também organizadas greves estudantis e ocupações de escolas e universidades. Em 2006 e 2011 houve um movimento que ficou conhecido como a revolução dos pinguins. Em 2006 o movimento foi contra a última lei orgânica da educação emitida por Pinochet que permitia a abertura de escolas privadas sem uma orientação pedagógica adequada. Já em 2011, a luta foi pelo reconhecimento da educação como um direito social.

Na argentina a luta também é em defesa da educação pública movimento que também uniu estudantes secundaristas e universitários além de educadores e demais trabalhadores e se iniciou com a reivindicação dos estudantes pelo passe livre estudantil e logo após os educadores também saíram às ruas reinvidicando melhores condições de trabalho e salário, com o movimento se massificando e se tornando uma grande luta pela educação.

Também se repete essa estratégia da união entre estudantes e trabalhadores, no Uruguai, onde também há a luta defesa da educação. Em 2015 houve manifestações que exigiam 6% do PIB para a educação pública, abertura de concursos e aumento salarial para professores, melhorias na infraestrutura das universidades e a defesa do Hospital de Clínicas. A maior das manifestações contou com a paralisação da Universidade da República (Udelar) e foi convocada pela Federação dos Estudantes Universitários Uruguaios e teve adesão da Associação dos Docentes da Udelar e outros trabalhadores da educação uruguaia.

A defesa da educação pública, também é a luta dos estudantes colombianos. Em 2011 estudantes realizaram uma greve contra o projeto de lei do governo colombiano para a educação superior que tinha intenção da privatização da educação. A greve contou com a adesão de mais de meio milhão de estudantes de 32 universidades por toda a Colômbia. Em 10 de novembro, foi organizada uma marcha com 80 mil pessoas que ficou conhecida como a “tomada de Bogotá” e segundo aos movimentos sociais, foi a maior e mais importante manifestação da década desde 2001.

Talvez o momento mais revolucionário vivido na América latina é no México, não somente pelos zapatistas, mas por uma luta por todo país, principalmente na educação. Em Oaxaca, estado mais pobre do México, os professores entraram em greve além de melhorias salariais, por melhores condições de ensino para os alunos, já que muitos não tinham transporte, comida, material, nem mesmo calçados para ir pra escola. A mobilização iniciada em 2006 era para muito, além disso, mas para também a queda do governo estadual e melhores condições de vida e políticas para o povo de Oaxaca. O movimento não contou somente com os educadores, mas também com outras categorias exploradas, como por exemplo, os camponeses e se organizaram por meio da Assembleia Popular dos Povos de Oaxaca, que contou com cerca de 300 movimentos sociais, utilizando da democracia direta, autogestão e poder popular. A mobilização teve como resultado a Comuna de Oaxaca. O povo de Oaxaca levantou barricadas, tomou emissoras de radio e televisão, além de organizarem marchas que pressionavam o governo até que Ulisses Ruiz, governador de Oaxaca, renunciou seu cargo. A população passou por forte repressão comandadas pelos PRlistas e Panistas usando de assassinatos, torturas, desaparecimentos, violência sexual e prisões políticas, porém o povo resistiu heroicamente. A comuna de Oaxaca durou 6 meses fazendo valer o poder popular e resistindo ao braço armado do Estado mexicano.

Também no México ocorreu um evento que ficou conhecido como Massacre de Iguala em 2014, onde 43 estudantes da Escola Normal Rural Raúl Isidro Burgos em Ayotzinapa desapareceram na cidade de Iguala, quando foram para lá para realizar um protesto contra o governo. Antes de chegarem, a policia interceptou os alunos os seqüestrando e os entregando para os narcotraficantes do cartel Guerreros Unidos. Os estudantes foram mortos em um aterro sanitário na cidade vizinha de Cocula. Os principais mentores do assassinato foram o prefeito de Iguala, José Luis Abarca Velázquez, e sua esposa, María de los Ángeles Pineda Villa, que fugiram juntamente com o chefe de polícia da cidade, Felipe Flores Velásquez. O prefeito e sua esposa foram presos um mês depois na Cidade do México. O caso gerou um levante principalmente no estado de Guerrero e na Cidade do México além de mobilizações internacionais, como por exemplo, no Brasil.

 

 

  1. O movimento estudantil no Brasil

O movimento estudantil brasileiro, assim como os demais movimentos da América latina, esteve presente nas lutas pela educação e contra governos autoritários aderindo em momentos distintos à luta armada e em outros momentos à luta de massas.

A primeira entidade de estudantes no Brasil é a Federação de Estudantes Brasileiros, fundada em 1901. Em 1910 ocorre o I Congresso Nacional dos Estudantes que devido a grande formação de escolas a entidade teve um grande numero de alunos envolvidos.

Em 11 de agosto de 1937, na casa do estudante do Brasil, o Conselho Nacional dos Estudantes, torna-se a União Nacional dos Estudantes, na época entidade máxima dos estudantes brasileiros. Em 1939 a UNE tem seu primeiro presidente o gaúcho Valdir Borges. Durante a segunda guerra mundial, os estudantes se opuseram ao nazismo e ao fascismo entrando em confronto com integralistas. Em 1942 a UNE ocupou o clube Germânia, espaço utilizado como ponto de encontro dos integralistas que posteriormente se tornou a sede da UNE.

A UNE também teve destaque na luta em defesa do monopólio nacional do petróleo participando da campanha o petróleo é nosso. Lutou também na campanha da legalidade para que João Goulart fosse empossado presidente do Brasil.

  • A ditadura militar no Brasil

Em 1 de abril de 1964 após o golpe, é decretada a ditadura militar brasileira. Logo após o golpe, a sede da UNE no Flamengo foi fuzilada e incendiada e as entidades estudantis são colocadas na clandestinidade através da Lei Suplicy de Lacerda que além da UNE colocou as Uniões Estaduais dos Estudantes na clandestinidade com alguns de seus diretores tendo que sair do país.

Em 1965 a UNE, mesmo na clandestinidade convoca uma greve de estudantes com a adesão de mais de 7 mil alunos e paralisou a USP. Nas principais capitais foram puxadas manifestações que foram duramente reprimidas pelas tropas de choque, tendo a de Belo Horizonte a mais agressiva, mobilizando assim outras cidades. Além de se posicionar contra a Lei Suplicy de Lacerda, os estudantes se posicionavam contra os acordos MEC-Usaid que visavam a privatização das universidades públicas.

Em 1966 a UNE realizou no porão de uma igreja em Belo Horizonte, seu 28° congresso que definiu o mineiro Jorge Luiz Guedes como seu presidente. No mesmo ano a UNE liderou os movimentos que ficaram conhecidos como setembrada, que foram uma série de protestos contra o ensino privado no país, contra a repressão e por mais vagas nas universidades públicas. Com um maior posicionamento contra o golpe e com gritos de abaixo a ditadura, o aparato repressivo em resposta espancou cerca de 600 alunos dentro do prédio da faculdade de medicina no estado da Guanabara em um episódio que ficou conhecido como Massacre da Praia Vermelha.

Em 67 após seu 29° congresso a UNE se organiza em universidades e escolas secundárias se posicionando como maior opositora ao regime militar.

Em 28 de março de 1968 é assassinado por policiais militares no restaurante Calabouço no Rio de Janeiro o estudante secundarista Edson Luís de Lima Souto. Os estudantes estavam preparando uma manifestação relâmpago para protestar contra o alto preço da comida do restaurante, quando a polícia entrou e dispersou os estudantes que por sua vez responderam a repressão policial com paus e pedras a polícia recuou e quando voltou baleou o secundarista paraense com um tiro a queima roupa no peito e outras 6 pessoas. Com medo de que a polícia sumisse com o corpo de Edson Luiz, eles saíram em marcha carregando o corpo do estudante até a ALERJ, local onde foi feita a autópsia e velado o corpo. Até a realização da missa na igreja da candelária no dia 2 de abril, diversos protestos foram organizados por todo o Brasil. No dia 4 de abril foi realizada uma missa em memória de Edson Luís na igreja da Candelária. Ao final da missa os presentes foram cercados e atacados pela cavalaria da PM. À noite, aconteceu outra missa, mesmo com a proibição pelo governo militar. Fileiras da cavalaria da PM, fuzileiros navais e agentes do DOPS esperavam do lado de fora e mesmo com os clérigos fazendo um cordão de isolamento para proteger a saída das pessoas presentes, o braço armado atacou e feriu várias pessoas.

Em junho de 1968 ocorreu o 30° congresso da UNE em Ibiúna, no interior de SP que discutiria qual metodologia seria utilizada para enfrentar o governo militar. Os moradores de Ibiúna ao desconfiarem de jovens desconhecidos comprando grandes quantidades de pão e outros alimentos, denunciou a polícia, que ao chegar no local do congresso, prendeu cerca de 1240 estudantes.

Em outubro de 1968 na rua Maria Antônia, na região central de São Paulo, após os estudantes da USP ligados a UNE pediam pedágio para custear o congresso da entidade. A atividade irritou os alunos da Universidade Presbiteriana Mackenzie, com integrantes do Comando de Caça aos Comunistas que atiraram ovos, o que gerou uma grande batalha entre os estudantes envolvendo rojões, coquetéis molotov e tiros.

Os estudantes anarquistas também participaram do cenário nacional durante a ditadura militar. Em outubro de 1977 surge o jornal O Inimigo do Rei, formado por estudantes da Universidade Estadual da Bahia. O jornal surgiu em um contexto onde as publicações da imprensa alternativa tinham muito destaque em conseqüência da censura do governo militar. Para o movimento estudantil eles tinham a proposta de organização sem liderança autoritária e em oposição aos grupos marxistas e organizar uma federação de estudantes com base anarquista. Isso aproximou diversos estudantes que necessitavam de uma alternativa ao aparelhamento político-partidário das entidades estudantis. Estudantes anarquistas participaram do 31° congresso da UNE através da Federação Livre Estudantil que fez diversas críticas a UNE e seu modelo autoritário de organização que impossibilitava a participação real dos estudantes na tomada de decisões que era feita pelas lideranças e não pela base.

Os estudantes também pegaram em armas para lutar contra a ditadura militar. Diversos grupos guerrilheiros tinham estudantes como membros, como por exemplo, a Aliança Libertadora Nacional. O Movimento Revolucionário 8 de Outubro era composto principalmente por estudantes, assim como a Guerrilha do Araguaia.

  • Pós ditadura

Com a redemocratização, a luta revolucionária é posta de lado pela luta pelos aparelhos de poder da burguesia. Em 2002 o Partido dos Trabalhadores chega ao poder e detém a hegemonia do controle dos movimentos sociais, principalmente a UNE e a CUT. Tal hegemonia tira das organizações que antes lutavam contra a ditadura e o capitalismo e as torna braços de controle das massas e de conciliação de classes. A UNE, outrora radical na luta contra a ditadura militar, serviu após a redemocratização para desmobilizar os movimentos de luta em defesa da educação e contra o governo PT.

Após 13 anos do petismo no comando do país, o cenário é desolante, onde mesmo com um golpe parlamentar, medidas liberais de austeridade, desmonte da educação pública, como o caso da UERJ e intervenção federal militar no Rio de Janeiro, os movimentos sociais, paralisados pela luta representativa burguesa, são incapazes de dar uma resposta à altura e servindo como polícia, caçando, caluniando, entregando e agredindo movimentos radicais de oposição ao sistema burguês.

2013 representou o renascimento dos movimentos radicais e revolucionários no Brasil. Em 2015 o movimento estudantil vê com esperança seu renascimento através das ocupações de escolas e universidades que tomaram o país, mostrando um modelo federativo e horizontal de organização, além de postura radical e resistente aos ataque do Estado, além de no caso principalmente dos Institutos Federais a união entre estudantes secundaristas e universitários se mostrando como a grande força do movimento. Outra aliança importante de ser observada foi entre estudantes e trabalhadores, principalmente da educação, fazendo assim, muitas das pautas avançarem gerando conquistas.

  1. Grupos armados

Historicamente os movimentos estudantis foram força importante contra governos autoritários e neoliberais, porém não era somente através do movimento de massas que era feita essa resistência já que muitos optaram pela via armada como estratégia de luta. Dentre vários grupos podemos citar a Fração do Exército Vermelho (RAF) da Alemanha e o MR8 no Brasil.

A Fração do Exército Vermelho, também conhecido como Grupo Baader-Meinhof foi um grupo guerrilheiro alemão fundado em 1970 que desenvolvia uma luta anti imperialista e anti fascista. A RAF tem seu início no movimento estudantil alemão dos anos 60, numa Alemanha ainda com forte influencia nazista. Teve 28 anos de existência e contou com 3 gerações de militantes e foram responsáveis pela guerra de guerrilhas na Alemanha e uma série de atentados realizados principalmente por sua segunda geração, levando a uma crise institucional na Alemanha que ficou conhecida como outono alemão.

No Brasil o Movimento revolucionário 8 de Outubro foi uma organização guerrilheira que lutou contra a ditadura militar brasileira. Surgiu do racha de estudantes universitários de Niterói com o Partido Comunista Brasileiro. Por conta da repressão do governo militar, foi desarticulada em 1969 e seus sobreviventes se uniram aos dissidentes da Guanabara formando um novo MR8. O MR8 se destaca principalmente pelo sequestro junto com a Aliança Libertadora Nacional (ALN) do embaixador americano Charles Burke Elbrick, em setembro de 1969.

 

 

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